sábado, 3 de outubro de 2009

Hoje, nada de voo!

Eram 7h quando acordamos hoje, para trocar de hotel (e, a partir de hoje, estamos hospedados de graça!), quando abrimos a janela; o visual branco, seguido pelo cinzento (quando coloquei meus óculos) fizeram o mau-humor matutino pegar fogo!

Mas o dia correu bem. Choveu, não deu voo, teve discurso de político, mas, ainda assim, o dia foi muito produtivo. Conversei com dois gringos na maior tranquilidade e, de repente, um deles era um Bulgaro da MacPara e outro era piloto da UP. Depois, no café servido na rampa, sentou-se conosco o Secco, da Advance. Senti-me o maior preá do campeonato, mas foi muito massa ter contato com esse povo e ver a cabeça de cada um. Realmente muito bacana... Não é que eu seja de babar ovo, mas é legal ver a cabeça de pilotos com o nível de pilotagem que eu, mísero serial, um dia espero chegar.

Depois, num liftão, ficamos babando em máquinas como o FR4, FR5 e FR mais-do-que-proto voando lado a lado, fora Mantra R9, protos da UP e outros paracas de deixar-nos babando. Mas a máxima do dia foi quanto um parapente bem, mas bem desajeitado, resolveu decolar e começou a voar junto com os protos. Havia algo de errado naquele parapente, ele não poderia estar normal. O bordo de fuga estava deformado por completo! Segundo a Rosangela, do Sildomar, o parapente parecia ter sido cortado com tesoura, e a tesoura devia ter comido um pouco do tecido! Daí ficou torto...

E aquele parapente nos despertava a curiosidade. Olhávamos e não acreditávamos; até que ele chegou perto e mostrou a marca: ONIKA. Aí todos entendemos, mas foi o assunto da rampa por uns 10 minutos...

Também conheci muitos pilotos, próximos e distantes, que não são top. É claro que foi até mais legal conhecê-los! Demos muita risada com o Batata, ouvimos histórias de Brasília dos alunos do Fleury, e por aí foi. A experiência é fantástica. Mas, como falei no dia anterior, viemos aqui para voar. E como voo, hoje, não deu nada, a expectativa fica para amanhã. Por hoje, ficamos apenas com a lua, cheia, que nasceu de forma espetacular no horizonte, tentando mostrar que o céu realmente está lá atrás das nuvens!

E por hoje fico por aqui. Sem fotos. Quem sabe amanhã... abraços, e ponto.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Araxá? Vai bem, obrigado...

Apesar do clima quente, Araxá parece ter algumas semelhanças com Curitiba. Ontem à noite encontrei a primeira: o chopp, aqui, também é ruim. Bebi um gole, fotografaram-me em flagrante, e pedi meu suco de laranja natural. E brindamos a vinda!

Na recepção do hotel, ontem também, um sujeito não-brasileiro se aproximou, perguntou "parapente? inglês?" e a conversa começou. Conhecemos Mathews, um escocês que estava sendo muito simpático até dizer que fez 200km em Quixadá/CE. Nossa amizade recém-criada deu uma estremecida aqui, mas procurei ignorar e continuar o bate-papo...

Bairrista como os gaúchos, o Matt acabou por se tornar nosso companheiro do grupo. Veio sozinho ao Brasil, ficará 3 semanas em Araxá. O dó...

Mas Minas Gerais é realmente um estado privilegiado. A feiura não chegou às mulheres, a comida ruim passou longe e o frio só vem visitá-los uma vez ao ano, e por poucos dias. Pão-de-queijo aqui é lei: tem até em boteco! Isso sem falar no tempero de tudo... Tudo parece o restaurante Aroma Mineiro, melhorado, e mais barato!

E ontem, enquanto estávamos comendo uma comida fantástica (que, acho mesmo, só fica bom fora de casa: no prato havia feijao, bacon, ovo frito e farofa, tudo batido!), me abordou um "primo do primo", o Diego. Mundo pequeno este. Encontrar alguém da sua cidade a mil quilômetros dela é realmente "diferente". hehe...

Fomos dormir cedo e hoje acordamos para voar. O céu azul novamente, novamente uma visão rara em Curitiba. No salão do café, entre risos e besteiras, avistamos um cirrus vindo em nossa direção. Nos preocupamos um pouco, e com razão...

Chegamos na rampa e o tempo não estava "do jeito" que poderia estar. Um cirrus cobria tudo, mas mesmo assim as formações não exitaram em aparecer, e fizeram fila na cara da rampa. Depois fechou um pouco mais, e decolamos antes que o CB chegasse a nós. Sim, chuva aqui é de CB, não de frente fria!

Dei sorte e consegui dar uma pequena estampadinha; vários outros pilotos pregaram, mas vários tiraram para o cross também. Ainda não sabemos quanto fizeram, mas foi bacana.

Mas bem, e quem disse que o tempo foi motivo para desânimo. A rampa aqui de Araxá parece ter mais estrutura do que a cidade de Ivaí inteira, por exemplo. Dois restaurantes, um play ground enorme, uma rampa para uns 15 parapentes que, ampliada, parece caber uns 50. É simplesmente deprimente lembrar do Palha e da Cordilheira nestas horas!!

Mas aí foi isso. Hoje, mais gente chegando na cidade; o pelotão do Paraná ainda não está completo, mas já aumentou hoje com a chegada de Clarice, Deonir, Batata, Marcelo dentista, Sildomar, Marquinho Bombeiro, Marcia e agregados. A festa, até então, tem sido boa. Vamos esperar que os voos que nos esperam estejam no mesmo nível! Amanhã começa o brasileiro...

Abaixo algumas fotos da viagem e da bagunça toda aqui. Eu não trouxe câmera, o crédito das fotos fica com o Leilão. Abraços, ponto.


Saindo de Curitiba, frio e chuva...

Interior de SP. Frio? Chuva?

Faala sério...

Chopp!

Cafézão da manhã no hotel Virgilius

Pedaço da rampa!

Ronnie, a Leila tá fazendo pose!

Ronnie, a Leila tá sorrindo pra câmera!

"Pregamos"
Nome alternativo: Ronnie, a Leila tá fotografando a bunda do povo!

Ronnie, Leilão tá pegando no espeto! :- )

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 980 km!

Novecentos e oitenta quilômetros depois, cá estamos. Araxá, Minas Gerais. O local, do qual já ouço há tempos falar (por possuir uma riqueza ímpar no quesito vôo livre nacional), agora vira imagem. E quê imagem!

Aliás, diga-se de passagem, a viagem inteira foi interessante. Viemos em quatro no TR4 do Tumati, onde a Leila e o Marquinho Servopa compuseram o indecente time que resolveu, sob chuva, embarcar rumo à cidade do DDD 34 em plena quinta-feira.

Apesar de já ter ido à São Paulo, creio que nunca havia ido viajado realmente por dentro do estado. Fantástico. Lembrou-me a Alemanha, e me fez pensar em quanto patéticos somos nós, curitibanos, ao afirmarmos que moramos em um lugar de primeiro mundo. Diminuindo o zoom, e jogando "um lugar" como o Paraná, estamos muitos, mas muitos milhões de reais em investimentos atrás de São Paulo. E eu, que sempre falei mal deste estado, passei a julgá-lo fantástico.

Ao passarmos pela cidade também entendi algo sobre o empreendedorismo. São Paulo é mesmo um mar de oportunidades. As dimensões são extremamente maiores do que a nossa social Curitiba, e, por consequência óbvia, há muito mais demanda de serviços nas áreas em que atuo hoje. Ponto para memória futura...

No mais, a viagem foi divertida. Doze horas e meia depois, chegávamos felizes, alegres e contentes, em Araxá. E a cidade já se mostra acolhedora como poucas. Limpa, organizada, e com uma noite aparentemente "feroz". Vamos já já conferir nossas primeiras impressões.

E no mais é isso. Ah, sim, claro. Falando um pouco de vôo. Ao passarmos São Paulo, céu azul, formações lindas por todos os lados e colunas gigantes de urubus nos apontando o caminho. É... começo a pensar que estamos no lugar certo!

As fotos vêm depois, ou amanhã. Tiramos algumas, é claro; mas estou mais preocupado com minha fome! Um abraço, e ponto!