sexta-feira, 15 de julho de 2011

Que tal uma atualização?

Saúde e sorte não têm me seguido simultaneamente, devo assumir. Ora estou com saúde, ora com sorte. Mas bem, entre trancos e barrancos a vida evolui, segue, e cá estou seguindo ela. Desta vez, um novo destino, uma nova aventura, que tentarei postar por aqui, sempre que possível, como ela está.

O destino é Jaraguá/GO, pertinho de Brasília. A intenção é voar, e voar muito longe! Estou indo para o XCerrado, um evento que está se tornando o principal evento de cross livre do país. Para quem não sabe, cross livre significa decolar de parapente, subir até a base da nuvem e ir embora até onde conseguir (a grosso modo).

Estou ansioso, e a expectativa da viagem é grande. Meu voo parte amanhã às 7h30, mas do jeito que estou não vou nem precisar acordar às 5h30; dormir é que está difícil...

E é isso. Um vídeo pra animar? Ok, um vídeo pra animar! E saudemos a nostalgia... Este vídeo foi a primeira tentativa de cross que fiz, que resultou em nada ruins 40km em Tangará/SC. Se houverem crianças na sala, sugiro que desliguem o som. Eu estava, como dizer... extasiado! Um abraço, e ponto.



Tá, mais um vídeo pra ser feliz (e com menos palavrões)!

terça-feira, 8 de março de 2011

Geladeira, tão importante quanto sabonete!

Se eu pudesse dar um presente ímpar, sublime, de valor inestimável, a algum inventor, com certeza seria da mente fértil que inventou a tal da geladeira. É claro, estou desconsiderando aqui valores sentimentais como a vida, a educação e o amor, e considerando só a coisa prática mesmo: viver sem geladeira é o caos.

E você não nota isso até que você fique sem - como tudo na vida. No mercado, por exemplo, aquelas sobremesas prontas vêm de duas em duas. Isso significa que você, que mora sozinho, vai comer uma e colocar a outra na... geladeira!

E que tal o leite do café da manhã? Você coloca um pouco na caneca e... geladeira!

Manteiga? Geladeira!

Suco? Leite de soja? Fruta? Geladeira!

Torta? Tá, você entendeu!

Estou há uma semana morando sozinho, e nunca havia sentido tanta falta de uma geladeira. E de outras coisas, na verdade... sem fogão, por exemplo, não dá pra cozinhar nada. Ou seja, estou há uma semana comendo em restaurantes ou improvisando algo por aqui.

Improvisando, por exemplo, o café. O de amanhã, inclusive, já está preparado e programado na minha cafeteira geek. Mas não tem leite: é leite condensado, uma "gambiarra" que fazemos nos acampamentos para tomar algo próximo de café com leite nas manhãs geladas da cordilheira...

Sabe o sabonete líquido de cima da pia? Ele também não vem sozinho! Tem que comprar no mercado... Tal como pratos. Aliás, estes eu ainda não tenho. Segundo a Taís, é mais interessante comprar um jogo de jantar inteiro do que tudo separado. Estou procurando um jogo de jantar branco - achou que era fácil, né?! (Eu achava!)

E é isso. As coisas aos poucos estão se ajeitando, e minha casa começa a ficar com cara de casa - e não acampamento. Apesar de que, se depender da cadeira onde estou sentado agora - aquelas de armar no camping - essa impressão ainda vai levar algum tempo pra passar! Abraços, e ponto.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

As notícias!

Perguntaram-me, e algumas vezes, se eu havia parado de escrever. A pergunta faz sentido, já que acompanho diariamente a morte, lenta e sufocada, deste blog de poucos leitores. Mas a resposta, creio, seja o oposto do que parece...

Criei este blog quando este binômio estava em alta junto com a minha solidão. Em um momento no qual precisava descarregar minhas energias e ideias em um canto que fosse pessoal o suficiente, mas que ao mesmo tempo pudesse receber os amigos - e os inimigos, que afinal são também importantes -, criei o espaço. Para o nome, pensei em duas coisas que fossem essenciais para a vida. E quê, afinal, pode ser mais essencial do que termos saúde e sorte, não é mesmo?!

Entendo que outras coisas são importantes. Valorizo a família, o amor, a comida (não dá pra viver de luz, certo?!) e tantas outras coisas. Mas ninguém me convence que consegue ser feliz sem saúde, ou com excesso de azar. Você pode nunca ter ganhado nenhum sorteio no Twitter, mas se você topa o dedo toda vez que sobe uma escada usando Havaianas não tem jeito de você ser feliz (desculpe-me!).

Então, quando fizemos um pedal fantástico, indo por 130km de estradas precárias e montanhosas até Castro, achei que era o momento de voltar a escrever. E criei este espaço, ao qual dediquei tempo suficiente para me sentir bem. Creio ter inspirado alguns amigos, e receio ter feito deprimidos outros cujos vícios reprimiam a saúde e espantavam a sorte. Lamento por estes, e sempre lamentarei. Não tenho preconceitos com vícios, tenho conceitos formados e não mudo minha opinião: abomino todos os maléficos mesmo, e deixo isso bem claro aos meus amigos.

Aconteceu que, depois da Maratona de Curitiba, na qual já corri machucado, eu passei por três meses de "falta de saúde". Parei de correr e quase parei de andar por conta da lesão na perna esquerda, e minha vontade de escrever esvaiu-se com minha proibição aos exercícios físicos. Trabalhei como há tempos não trabalhava, e somente agora, na metade de fevereiro retomei os treinos.

Paralelo a isso, vieram algumas decepções - de amigos, principalmente. De amores mantive distância, apenas abri meu coração em Dezembro - e aberto à ela ele permanece. Mas passei por decepções que me fizeram repensar sobre tudo ao meu redor.

Receio que amizades possam te ferir mais do que amores. Porque amores são intensos, dominadores, mas no fundo, bem no fundo, sabemos que eles podem terminar. Amizades, por vezes, acreditamos ser pra sempre. Por mais que nunca mais tenhamos visto nossos "melhores amigos" da infância, creio que pensemos que "no mundo adulto" é diferente. Não é - é pior.

Por fim, afastado da maioria das pessoas e sem a endorfina das corridas, por hora não faria sentido escrever neste espaço - que sempre fora tão recheado de boas energias. Acho que os dois ou três leitores que acompanhavam assiduamente este blog tinham um propósito ao lê-lo: buscar energias. E isso não seria possível nos meses.

A boa notícia é que isso mudou! As energias voltaram agora, com treinos, amor e outros detalhes complementares. A má notícia é que, talvez, este blog morra mesmo. Afinal, uma vida que tenha muita saúde e muita sorte... Bem, talvez esta vida não caiba no mundo virtual, certo?! Talvez, ela seja mesmo pra ser vivida no mundo real! Mas... quem sabe. Parafraseando aquele povo doido da Bandnews, em 20 minutos tudo pode mudar! : ) Forte abraço, e ponto!