segunda-feira, 18 de julho de 2011

XCerrado - o começo da odisséia

Rodoviária de Brasília, 16 de julho de 2011. 11h.

Eram 5h20 quando o relógio despertou, e 5h40 quando eu levantei, atrasado. O check-in da TAM conseguiu ser congestionado já às 6h30 da manhã, quando meu pai, que certamente acordou mais cedo pois às 6h já estava na porta da minha casa, me deixou no aeroporto. Mas tudo bem, estava sem pressa.

A intenção de vir tão cedo à Brasília era de não ter problemas com os ônibus posteriormente. Na verdade, o destino desta viagem é Jaraguá, que fica a 110km daqui. E é lógico que o sistema viário é uma beleza neste país... Por isso, achei por bem vir bem cedo e, se fosse preciso, aguardaria na rodoviária durante o sábado!

Conforme planejado, pois, estou cá eu, agora, no que eles chamam com aquele sotaque preguiçoso de “Rodoviária Nova”. De fato, é nova. Uma construção bastante moderna, espaçosa, ampla e bem arejada – o que parece ser essencial nesta terra. Faz 30ºC lá fora – isso porque é inverno!

Vindo do aeroporto até aqui já deu pra notar uma diferença incrível na paisagem. O cenário é árido, seco e marrom. Não sei o que ocorre com as roupas brancas aqui, mas imagino que a venda de alvejantes aqui seja muito alta! Ou a grama está morta, ou tem um caminhão pipa regando ela.

O plano de hoje não é conhecer Brasília; aqui fico até as 14h30, e não quero arriscar perder este ônibus – o próximo seria somente às 17h! Mas bem atrás de onde estou sentado há um painel enorme com uma panorâmica da cidade. É, a foto eu poderia ter visto pela internet. Mas ver dentro do próprio local te faz se sentir, de alguma forma, mais próximo. Já vi a ponte do Lenine, e o planalto do Capitão Nascimento. E agora passarei algumas horas vendo muita gente ir e vir... Abraços, e ponto.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Que tal uma atualização?

Saúde e sorte não têm me seguido simultaneamente, devo assumir. Ora estou com saúde, ora com sorte. Mas bem, entre trancos e barrancos a vida evolui, segue, e cá estou seguindo ela. Desta vez, um novo destino, uma nova aventura, que tentarei postar por aqui, sempre que possível, como ela está.

O destino é Jaraguá/GO, pertinho de Brasília. A intenção é voar, e voar muito longe! Estou indo para o XCerrado, um evento que está se tornando o principal evento de cross livre do país. Para quem não sabe, cross livre significa decolar de parapente, subir até a base da nuvem e ir embora até onde conseguir (a grosso modo).

Estou ansioso, e a expectativa da viagem é grande. Meu voo parte amanhã às 7h30, mas do jeito que estou não vou nem precisar acordar às 5h30; dormir é que está difícil...

E é isso. Um vídeo pra animar? Ok, um vídeo pra animar! E saudemos a nostalgia... Este vídeo foi a primeira tentativa de cross que fiz, que resultou em nada ruins 40km em Tangará/SC. Se houverem crianças na sala, sugiro que desliguem o som. Eu estava, como dizer... extasiado! Um abraço, e ponto.



Tá, mais um vídeo pra ser feliz (e com menos palavrões)!

terça-feira, 8 de março de 2011

Geladeira, tão importante quanto sabonete!

Se eu pudesse dar um presente ímpar, sublime, de valor inestimável, a algum inventor, com certeza seria da mente fértil que inventou a tal da geladeira. É claro, estou desconsiderando aqui valores sentimentais como a vida, a educação e o amor, e considerando só a coisa prática mesmo: viver sem geladeira é o caos.

E você não nota isso até que você fique sem - como tudo na vida. No mercado, por exemplo, aquelas sobremesas prontas vêm de duas em duas. Isso significa que você, que mora sozinho, vai comer uma e colocar a outra na... geladeira!

E que tal o leite do café da manhã? Você coloca um pouco na caneca e... geladeira!

Manteiga? Geladeira!

Suco? Leite de soja? Fruta? Geladeira!

Torta? Tá, você entendeu!

Estou há uma semana morando sozinho, e nunca havia sentido tanta falta de uma geladeira. E de outras coisas, na verdade... sem fogão, por exemplo, não dá pra cozinhar nada. Ou seja, estou há uma semana comendo em restaurantes ou improvisando algo por aqui.

Improvisando, por exemplo, o café. O de amanhã, inclusive, já está preparado e programado na minha cafeteira geek. Mas não tem leite: é leite condensado, uma "gambiarra" que fazemos nos acampamentos para tomar algo próximo de café com leite nas manhãs geladas da cordilheira...

Sabe o sabonete líquido de cima da pia? Ele também não vem sozinho! Tem que comprar no mercado... Tal como pratos. Aliás, estes eu ainda não tenho. Segundo a Taís, é mais interessante comprar um jogo de jantar inteiro do que tudo separado. Estou procurando um jogo de jantar branco - achou que era fácil, né?! (Eu achava!)

E é isso. As coisas aos poucos estão se ajeitando, e minha casa começa a ficar com cara de casa - e não acampamento. Apesar de que, se depender da cadeira onde estou sentado agora - aquelas de armar no camping - essa impressão ainda vai levar algum tempo pra passar! Abraços, e ponto.