Se cada louco tem a sua mania, podemos então julgar felizes os que, como poucos, dedicam parte do seu dia a admirar tais insanos e insanidades. E eu, que já há cerca de dois meses estou sem carro, tenho realmente dedicado um tempo considerável para isso!
Ainda que por vezes pegue uma carona, ou use um carro emprestado, a idéia de estar sem carro é muito interessante. O mundo passa mais devagar. A vida também, por conseqüência. Aqui de fora, enxergo as pessoas dentro dos carros sempre com as mesmas caras: ou estão estressadas com o trânsito, ou estão distraídas com música. Ninguém está vivendo ali dentro; poderíamos quase dizer que o carro é realmente um momento de trânsito, no qual transitamos entre dois momentos da vida. Deixamos de viver quando estamos dentro dele. Viramos vegetais, e voltamos a viver quando chegamos ao local de destino. Ou vá dizer que você nunca saiu a pé para comprar pão e finalmente reparou que a vizinha pintou a casa de outra cor - ainda que isso já fizesse três meses?!
Vegetais. E você cansa, e muda! E fora o fato de que todos te olham desconfiados, ir e voltar dos lugares caminhando, pedalando ou de qualquer outra forma (à exceção do teletransporte, este não agregaria muito!), você passa a ver as coisas ao seu redor com outros olhos. Bem dizer, poderíamos dizer que simplesmente passamos a ver as coisas ao nosso redor!
E às vezes dá um pouco de receio deste ritmo frenético em que todo mundo está vivendo... Quanto tempo, por exemplo, será que perdemos dentro do carro? Será que aproveitaríamos ele melhor se não estivéssemos dirigindo de um lado para o outro? Não sei. Acho que nunca vou saber. Mas, daqui de fora, a impressão que tenho é que quem dirige sai perdendo.
Hoje, por exemplo, passei por um local onde haviam muitas mulheres fantasiadas e gritando algo; quando um carro passou, elas gritavam em uníssono e ritmadamente "um real! um real! um real!". Passei de bicicleta, e dei risada. E sedimentei meu ponto: se tivesse de carro, neste caso, teria perdido um real! haha :- ) Abraços, e ponto.
Que o fim está próximo, todo mundo sabe! Mas já que isso não podemos evitar, que tal combinarmos um pouco de saúde com um bocado de sorte e fazermos cada segundo realmente valer a pena?
sábado, 7 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Tangará, terra dos bons vinhos e do vôo livre!
Com o sol raiando desde duas semanas antes do feriado, e a última etapa do Sul Brasileiro de parapente se aproximando, o destino do feriado não poderia ter sido mais certo: fomos para Tangará, a terra dos bons vôos e do vinho livre. Ou algo assim...
A cidade, pequena que só, não oferece qualquer diversão para os visitantes aleatórios. Apesar do pomposo escrito no portal de boas vindas, Tangará é uma cidade espremida entre cidades maiores como Videira, Joaçaba e Fraiburgo. Tangará ficou apagada, e resolveu entitular-se a capital do vôo livre. Bom... pelo meu julgamento, ainda que seja de pouca importância para o mundo do vôo livre, definitivamente deu certo!
Foi em Tangará que eu fiz meu primeiro XC, que relatei no blog do ronnie, e foi lá também que no ano passado fiz três pregos homéricos, enquanto meus amigos faziam mais de 100 quilômetros de vôo. De fato, voltei traumatizado para casa em 2008...
Para minha sorte, 2009 foi diferente. Apesar do prego no sábado, no domingo bati meu recorde pessoal voando 79km (não em linha reta, em "zigue-zague" dentro da competição) e pousando em Barracão, no Rio Grande do Sul. Cruzar a divisa de estado foi uma das coisas mais tensas, adrenantes e alucinantes que já fiz dentro do vôo livre. Novamente, Tangará entrou para a minha história com vôos marcantes. Pousei às 17h40, tendo decolado às 13h. Foi um vôo fantástico, no qual voei boa parte com o pessoal do Paraná mesmo; diversão garantida, apesar de ter ficado a 24km de goal (24 e pousado no RS? hmmMMmmm :- ) ).
No outro dia, com a prova de 60km num formato de "bate-volta", fiquei a 11km do goal. Tudo bem também, as quase 4 horas de vôo fizeram a viagem ter valido muito a pena!
E, como se não bastasse, a lua cheia da volta estava inexplicável. Não havia foto que pudesse captar aquela imagem, por isso não tiramos. Ficou apenas na nossa cabeça; e o fim de semana foi-se, fechado com chave de ouro - ou melhor, com lua de ouro. E entre narizes torrados, desidratações e volta ao trabalho, ficamos todos felizes. Ah, se todos os feriados pudessem ser assim... ponto.
Fotos: João Guilherme e Ronnie
A cidade, pequena que só, não oferece qualquer diversão para os visitantes aleatórios. Apesar do pomposo escrito no portal de boas vindas, Tangará é uma cidade espremida entre cidades maiores como Videira, Joaçaba e Fraiburgo. Tangará ficou apagada, e resolveu entitular-se a capital do vôo livre. Bom... pelo meu julgamento, ainda que seja de pouca importância para o mundo do vôo livre, definitivamente deu certo!
Foi em Tangará que eu fiz meu primeiro XC, que relatei no blog do ronnie, e foi lá também que no ano passado fiz três pregos homéricos, enquanto meus amigos faziam mais de 100 quilômetros de vôo. De fato, voltei traumatizado para casa em 2008...
Para minha sorte, 2009 foi diferente. Apesar do prego no sábado, no domingo bati meu recorde pessoal voando 79km (não em linha reta, em "zigue-zague" dentro da competição) e pousando em Barracão, no Rio Grande do Sul. Cruzar a divisa de estado foi uma das coisas mais tensas, adrenantes e alucinantes que já fiz dentro do vôo livre. Novamente, Tangará entrou para a minha história com vôos marcantes. Pousei às 17h40, tendo decolado às 13h. Foi um vôo fantástico, no qual voei boa parte com o pessoal do Paraná mesmo; diversão garantida, apesar de ter ficado a 24km de goal (24 e pousado no RS? hmmMMmmm :- ) ).
No outro dia, com a prova de 60km num formato de "bate-volta", fiquei a 11km do goal. Tudo bem também, as quase 4 horas de vôo fizeram a viagem ter valido muito a pena!
E, como se não bastasse, a lua cheia da volta estava inexplicável. Não havia foto que pudesse captar aquela imagem, por isso não tiramos. Ficou apenas na nossa cabeça; e o fim de semana foi-se, fechado com chave de ouro - ou melhor, com lua de ouro. E entre narizes torrados, desidratações e volta ao trabalho, ficamos todos felizes. Ah, se todos os feriados pudessem ser assim... ponto.
Fotos: João Guilherme e Ronnie
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Projeto 7 e 8 - Dança para inclusão social
Ganhei um bottom novo. Ele diz que eu sou apoiador do Projeto 7 e 8, um projeto social muito legal que leva a dança de salão para crianças de mais baixa renda. A idéia, segundo eles, é usar a dança como "ferramenta de inclusão social e geração de renda". E, é claro que todos nós sabemos: dança é arte, dança é música, é cultura, traz alegria, alegria inibe a violência, e no final todo mundo sai ganhando!
E alegre, afinal, foi o clima do espetáculo montado pelos integrantes do projeto para angariar fundos e continuar a ação. Um novo braço teatral do grupo, intitulado "ato 7 cena 8", abriu o teatro com uma peça de teatro. Logo depois, o samba soou pelas caixas do Regina Vogue e a batucada embalou os pés das crianças que, acompanhadas pelos monitores, animaram-se e de certo orgulharam seus pais dançando com toda a malandragem que lhes cabe. A companhia do meu professor de samba, a Cia. Juchocolate, também deu show ao som do Chico. Muito, muito legal...
Quem realmente me conhece sabe que, apesar das minhas tendências anti-sociais, estou sempre (que posso) apoiando projetos como esse. Neste caso, acho mesmo que a música pode melhorar a vida das pessoas, tal qual acho que os apoios voluntários, quaisquer que sejam contanto que feitos de bom grado, podem melhorar sua estadia aqui na Terra. E, afinal... que mal pode haver em melhorá-la, já que você ficará aqui por um bom tempo ainda?! Abraços, e ponto.
E alegre, afinal, foi o clima do espetáculo montado pelos integrantes do projeto para angariar fundos e continuar a ação. Um novo braço teatral do grupo, intitulado "ato 7 cena 8", abriu o teatro com uma peça de teatro. Logo depois, o samba soou pelas caixas do Regina Vogue e a batucada embalou os pés das crianças que, acompanhadas pelos monitores, animaram-se e de certo orgulharam seus pais dançando com toda a malandragem que lhes cabe. A companhia do meu professor de samba, a Cia. Juchocolate, também deu show ao som do Chico. Muito, muito legal...
Quem realmente me conhece sabe que, apesar das minhas tendências anti-sociais, estou sempre (que posso) apoiando projetos como esse. Neste caso, acho mesmo que a música pode melhorar a vida das pessoas, tal qual acho que os apoios voluntários, quaisquer que sejam contanto que feitos de bom grado, podem melhorar sua estadia aqui na Terra. E, afinal... que mal pode haver em melhorá-la, já que você ficará aqui por um bom tempo ainda?! Abraços, e ponto.
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