A viagem de ônibus não foi uma roubada menor. Pra começar que o ônibus atrasou - claro. Mas o que impressionou mesmo foi que ninguém aqui sabe o que é fila. Sabe fila, ou pelo menos "esperar a sua vez"? Aqui não tem disso não. Eu fui um dos primeiros a me posicionar para embarcar, e um dos últimos a fazê-lo!
A ordem de atendimento aqui é mais ou menos assim: imagine o rapaz que guarda as malas esperando em frente ao bagageiro. Agora imagine que forma um aglomerado de pessoas ao redor dele... Se você deixa um espaço entre você e o "cara da sua frente", entra um outro cara. E ele nem pergunta, nem te olha, nem nada. E o pior: o cara é endossado pelo atendente, que atende o cara antes.
E não foi só assim no ônibus. Foi assim em todos os lugares que paramos. Ah, é... Sabe o ônibus que peguei às 14h30? Ele atrasou 15 minutos, e era pinga-pinga. Parou em três cidades (pitorescas), e em sete lugares aleatórios no caminho. O resultado da roubada? Cheguei em Jaraguá por volta das 19h. Isso mesmo, de Brasília a Jaraguá em tempo recorde!! :- )
Daí, cheguei em Jaraguá. Ufa, finalmente! Como estava podre, resolvi pegar um taxi para ir até o hotel. Pareceu piada: o taxi andou exatamente duas quadras e parou. E sabe quanto paguei por isso? R$12. Isso mesmo. "Taxa mínima, senhor". Depois fui descobrir o que já sabia: taxi, aqui, pra qualquer lugar dentro da cidade, varia de R$5 a R$8. Brasileiro é uma bosta mesmo, parecemos fazer questão de fazer jus à imagem que passamos ao mundo... Abraços, e ponto.
Que o fim está próximo, todo mundo sabe! Mas já que isso não podemos evitar, que tal combinarmos um pouco de saúde com um bocado de sorte e fazermos cada segundo realmente valer a pena?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
XCerrado - O óculos e a rodoviária
Rodoviária de Brasília, 16 de julho de 2011. 12h30.
Eu disse que a odisséia se iniciava? Bem, eu não tinha nem ideia do que eu enfrentaria. Esta, até agora, foi a viagem mais tragicômica que já fiz - e olha que nunca nos faltaram roubadas em se tratando de voo livre!
Logo depois de escrever aquele pequeno post anterior, desliguei o computador e me pus a observar tudo em volta. Eis que, lá ao longe, avistei três felizardos pilotos na mesma condição que eu - a da espera em Brasília. Avistei eles almoçando, mas quando era 12h eles levantaram e foram em direção ao embarque! Eu estava longe, não consegui questioná-los sobre o ônibus que eles estariam pegando, mas tinha certeza que estavam indo a Jaraguá. Precisava fazer algo!
Juntei todas as minhas coisas e tratei de ir ao setor de compra de passagens para ver se alguma outra empresa faria aquele trecho. E aí começou a história...
Quando cheguei no setor de compra de passagens, percebi que minha calça estava um pouco solta, querendo cair. Imagina eu, no meio da rodoviária, com uma mochila de parapente (que chama "pouca" atenção), uma mala de roupas em uma mão, um laptop e o porta-instrumentos do parapente na outra, e sem calça? Não dava pra deixar isso acontecer. Tratei de ir ao banheiro rapidamente - e rapidamente mesmo, pois a qualquer hora aquele pessoa iria partir e eu iria perder a chance de adiantar duas horas e meia de viagem!
Entrei no banheiro, deixei tudo no chão e meu óculos em cima dos mictórios. Prendi novamente a calça, peguei minha bagagem e saí correndo para as passagens. Tinha fila. Enfrentei a fila e, ao chegar no guichê, ele me confirmou que só tinha mesmo aquele ônibus que eu havia comprado as passagens... Meio sem entender a situação, saí da fila e me dei conta: cadê meu óculos de sol?
Corri para o banheiro (35kg de bagagem, correndo no meio da rodoviária; pensa...) mas é claro que já não estava mais lá. Presepada...
Como era o primeiro dia de viagem e eu não queria perder o bom humor, não tive muita escolha... Deixei as bagagens no porta-volumes e caminhei uns 5 minutos até o ParkShopping que fica logo ao lado do lugar. Comprei um óculos novo e voltei.
30 minutos depois, eu sentei de volta na rodoviária, exatamente na mesma situação: quatro malas, um óculos e 2 horas de espera. O mesmo ônibus, a mesma bagagem, e R$150 a menos no bolso. Moral da história? Fica inventando moda, fica rs... Abraços, e ponto.
Eu disse que a odisséia se iniciava? Bem, eu não tinha nem ideia do que eu enfrentaria. Esta, até agora, foi a viagem mais tragicômica que já fiz - e olha que nunca nos faltaram roubadas em se tratando de voo livre!
Logo depois de escrever aquele pequeno post anterior, desliguei o computador e me pus a observar tudo em volta. Eis que, lá ao longe, avistei três felizardos pilotos na mesma condição que eu - a da espera em Brasília. Avistei eles almoçando, mas quando era 12h eles levantaram e foram em direção ao embarque! Eu estava longe, não consegui questioná-los sobre o ônibus que eles estariam pegando, mas tinha certeza que estavam indo a Jaraguá. Precisava fazer algo!
Juntei todas as minhas coisas e tratei de ir ao setor de compra de passagens para ver se alguma outra empresa faria aquele trecho. E aí começou a história...
Quando cheguei no setor de compra de passagens, percebi que minha calça estava um pouco solta, querendo cair. Imagina eu, no meio da rodoviária, com uma mochila de parapente (que chama "pouca" atenção), uma mala de roupas em uma mão, um laptop e o porta-instrumentos do parapente na outra, e sem calça? Não dava pra deixar isso acontecer. Tratei de ir ao banheiro rapidamente - e rapidamente mesmo, pois a qualquer hora aquele pessoa iria partir e eu iria perder a chance de adiantar duas horas e meia de viagem!
Entrei no banheiro, deixei tudo no chão e meu óculos em cima dos mictórios. Prendi novamente a calça, peguei minha bagagem e saí correndo para as passagens. Tinha fila. Enfrentei a fila e, ao chegar no guichê, ele me confirmou que só tinha mesmo aquele ônibus que eu havia comprado as passagens... Meio sem entender a situação, saí da fila e me dei conta: cadê meu óculos de sol?
Corri para o banheiro (35kg de bagagem, correndo no meio da rodoviária; pensa...) mas é claro que já não estava mais lá. Presepada...
Como era o primeiro dia de viagem e eu não queria perder o bom humor, não tive muita escolha... Deixei as bagagens no porta-volumes e caminhei uns 5 minutos até o ParkShopping que fica logo ao lado do lugar. Comprei um óculos novo e voltei.
30 minutos depois, eu sentei de volta na rodoviária, exatamente na mesma situação: quatro malas, um óculos e 2 horas de espera. O mesmo ônibus, a mesma bagagem, e R$150 a menos no bolso. Moral da história? Fica inventando moda, fica rs... Abraços, e ponto.
XCerrado - o começo da odisséia
Rodoviária de Brasília, 16 de julho de 2011. 11h.
Eram 5h20 quando o relógio despertou, e 5h40 quando eu levantei, atrasado. O check-in da TAM conseguiu ser congestionado já às 6h30 da manhã, quando meu pai, que certamente acordou mais cedo pois às 6h já estava na porta da minha casa, me deixou no aeroporto. Mas tudo bem, estava sem pressa.
A intenção de vir tão cedo à Brasília era de não ter problemas com os ônibus posteriormente. Na verdade, o destino desta viagem é Jaraguá, que fica a 110km daqui. E é lógico que o sistema viário é uma beleza neste país... Por isso, achei por bem vir bem cedo e, se fosse preciso, aguardaria na rodoviária durante o sábado!
Conforme planejado, pois, estou cá eu, agora, no que eles chamam com aquele sotaque preguiçoso de “Rodoviária Nova”. De fato, é nova. Uma construção bastante moderna, espaçosa, ampla e bem arejada – o que parece ser essencial nesta terra. Faz 30ºC lá fora – isso porque é inverno!
Vindo do aeroporto até aqui já deu pra notar uma diferença incrível na paisagem. O cenário é árido, seco e marrom. Não sei o que ocorre com as roupas brancas aqui, mas imagino que a venda de alvejantes aqui seja muito alta! Ou a grama está morta, ou tem um caminhão pipa regando ela.
O plano de hoje não é conhecer Brasília; aqui fico até as 14h30, e não quero arriscar perder este ônibus – o próximo seria somente às 17h! Mas bem atrás de onde estou sentado há um painel enorme com uma panorâmica da cidade. É, a foto eu poderia ter visto pela internet. Mas ver dentro do próprio local te faz se sentir, de alguma forma, mais próximo. Já vi a ponte do Lenine, e o planalto do Capitão Nascimento. E agora passarei algumas horas vendo muita gente ir e vir... Abraços, e ponto.
Eram 5h20 quando o relógio despertou, e 5h40 quando eu levantei, atrasado. O check-in da TAM conseguiu ser congestionado já às 6h30 da manhã, quando meu pai, que certamente acordou mais cedo pois às 6h já estava na porta da minha casa, me deixou no aeroporto. Mas tudo bem, estava sem pressa.
A intenção de vir tão cedo à Brasília era de não ter problemas com os ônibus posteriormente. Na verdade, o destino desta viagem é Jaraguá, que fica a 110km daqui. E é lógico que o sistema viário é uma beleza neste país... Por isso, achei por bem vir bem cedo e, se fosse preciso, aguardaria na rodoviária durante o sábado!
Conforme planejado, pois, estou cá eu, agora, no que eles chamam com aquele sotaque preguiçoso de “Rodoviária Nova”. De fato, é nova. Uma construção bastante moderna, espaçosa, ampla e bem arejada – o que parece ser essencial nesta terra. Faz 30ºC lá fora – isso porque é inverno!
Vindo do aeroporto até aqui já deu pra notar uma diferença incrível na paisagem. O cenário é árido, seco e marrom. Não sei o que ocorre com as roupas brancas aqui, mas imagino que a venda de alvejantes aqui seja muito alta! Ou a grama está morta, ou tem um caminhão pipa regando ela.
O plano de hoje não é conhecer Brasília; aqui fico até as 14h30, e não quero arriscar perder este ônibus – o próximo seria somente às 17h! Mas bem atrás de onde estou sentado há um painel enorme com uma panorâmica da cidade. É, a foto eu poderia ter visto pela internet. Mas ver dentro do próprio local te faz se sentir, de alguma forma, mais próximo. Já vi a ponte do Lenine, e o planalto do Capitão Nascimento. E agora passarei algumas horas vendo muita gente ir e vir... Abraços, e ponto.
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