domingo, 15 de janeiro de 2012

Pra quem reclama que nunca viu!

Muita gente reclama nunca ter-me visto tocar violão... Na real, eu também nunca me vejo (de fora), e por isso também fico um pouco curioso... Quer dizer, o som do violão é muito diferente quando se está tocando em relação a quanto se está ouvindo...

E estava eu, cá com as 6 cordas, tocando, e resolvi gravar. O "ensaio" saiu sem erros, e a gravação cheia deles. Mas acho que é isso mesmo, certo?! Na teoria é tudo ótimo, e na prática é mais ou menos. (O Tom que me desculpe, onde quer que esteja...)

Então, segue meu - talvez primeiro e provável último - momento narcisista da história. E que saibam que isso tem mais a intenção de ser uma boa lembrança do que da autopromoção... Até porque teria que treinar muito pra que isso pudesse me promover de alguma forma rs... Abraços, e ponto.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Vamos contar pneus?

Cheguei em Pacatuba para um dia de voo comum. Bem, não bem comum... Estava em Fortaleza, finalmente atendendo a uma visita prometida há pelo menos 12 anos, já que se passam 13 desde que conheço a Gislene, e isso por si só ja tornava o dia incomum. Também, enquanto chovia no resto do país, lá fazia 30o.C já às 8h da manhã. Mas enfim, um bom dia comum de voo!

No "Bar do Pouso", entre aspas pois este é de fato o nome do local, esperávamos pelo Aluísio quando um garoto se aproximou. "Tatu", respondeu ele quando perguntei seu nome. Tatu era um menino pilhado. Perguntou com que parapente eu voava, e há quanto tempo eu estava na brincadeira. "5 anos", respondi... "E você, voa?". "Voo sim, há 8!", ele respondeu rindo. "Ué, mas quantos anos você tem?", perguntei bastante surpreso. "15!", ele me respondeu com orgulho na voz.

Ok, o dia já não era mais um dia típico... Aos poucos, me enturmei com o Tatu e o papo foi se desenrolando... Tatu é de Pacatuba mesmo, destes de coração bom que, esperamos, serão bons homens no futuro. E o papo fluia bem quando chegou o Bob, no mesmo estilo. De bicicleta e especulando sobre meu parapente, o papo melhorava.

Confesso que minhas capacidades linguísticas pareciam limitadas quando os dois se embrenhavam na conversa. Como que fosse gringo, entendia apenas metade dos papos, e por vezes levantava para olhar a condição, só para não parecer mau educado por deixar sem resposta algum comentário que eu não entendesse!

E, de repente, percebi que havia uma brincadeira entre os dois.

- 4 - disse o Tatu.
- Não, 5! Você se esqueceu do step! - retrucou o Bob.
- Ué, mas você tem certeza que o step tava lá? - treplicou Tatu e os dois caíram na risada...

E o papo continuou, comigo meio sem entender, até que passou um caminhão enorme. Os dois pararam concentrados. "1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...", eu ouvia ambos sussurrando pra si.

- 14, soltou o Bob.
- Nada, 15!!
- É mesmo, 15! Então, 30!
- 30? - perguntei eu, querendo entender o que se passava.
- É, 30 pneus naquele caminhão! É que é assim... - e o Bob desenhou um caminhão no chão com uma vareta que segurava na mão enquanto me explicava... - ...daí, como tem dos dois lados, 30!

Aquela simplicidade toda, confesso, me deixou embasbacado. Contar pneus à beira da estrada... Olhei para o meu iPhone com desdém: ele não tem um joguinho para contar pneus. ponto.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ah...

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

Fecha aspas, e ponto.