quarta-feira, 29 de julho de 2009

Enquanto isso, na sala secreta do senado...

Minha vida está um tiroteio; corro para um lado, me abaixo de outro, corro para outro, não paro no mesmo lugar por mais de 2 minutos. Havia já me esquecido da correria que é abrir uma empresa, mas relembro aos poucos de todos os trâmites burocráticos agora, quando coloco em prática mais um projeto - que será divulgado no momento oportuno. Mas é claro que isso não interessa muito. Então vamos ao que interessa, que o resto não tem pressa!

Na realidade, o senado hoje estava em recesso, e a diarista resolveu dar uma espiadinha na sala secreta. Dentre todas sa besteiras audiovisuais que nosso prezadíssimo Agaciel mantinha, a Valdicléia achou um filme curioso, nacional, curta, que, como todos no estilo, teve pouca divulgação. O filme se chamava Palíndromo, e foi dirigido por Philippe Barcinski. Palíndromos são aquelas palavras ou frases que podem ser ditas ao contrário; algo como "Subi no ônibus". E, pensando bem, nossas vidas nada mais são do que palíndromos, certo?!

A Valdicléia, que até então não sabia o que era um palíndromo, se pôs a pensar naquilo. Imaginou como seria bom se tudo fosse de trás para frente, e soubéssemos do final antes mesmo de pensar em começar algo. Se víssemos o beijo do adeus ou o último abraço do até breve antes de dizer "oi". Se conseguisse descobrir se ficara rica ou pobre antes mesmo de começar a trabalhar.

Afinal, pensou ela, ela poderia tomar caminhos únicos e precisos, levando a vida sempre com base nos finais certos ou errados. Um final triste poderia facilmente ser remediado com uma ação posterior, ou melhor, anterior; estamos inversos, lembra?!

E ela pensava em quanto boa sua vida se tornaria, pois pensava que cada erro cometido seria visto antes de sê-lo feito, e por isso ela poderia deixar de fazê-lo, garantindo o acerto no final. E pensou que, caso se visse pobre, bastaria esperar alguns anos que o começo viria e ela poderia escolher um novo começo, que apagasse aquele final triste.

E ela se deliciava, deitada naquele sofá enorme, imaginando que poderia ter guardado sua "primeira vez" para alguém que conhecera depois, que não precisava tê-la desperdiçado com o primeiro que apareceu.

Também pensava no quanto mais teria aproveitado seus anos de juventude, do quanto menos poderia ter-se preocupado... E que tudo isso seria possível se a vida fosse ao contrário, pois ela já haveria vivido sua vida adulta quando a fase adolescente chegasse novamente. Já saberia dos erros que não poderia cometer!

Mas daí bateu a tristeza... Pois se tudo fosse ao contrário, pouco adiantaria mudar o passado: o futuro já teria sido vivido e ela nunca saberia a real conseqüência daquilo tudo. E foi difícil conter a tristeza ao viver que, de fato, a idéia de viver ao contrário não era assim tão boa...

Mas dentre toda a tristeza, de repente, ela percebeu algo inusitado, algo em que nunca tinha parado para pensar. Ela pensou que, talvez, a graça da vida estivesse mesmo em nunca termos qualquer tipo de certeza do final. Que tudo é incerteza, e no quanto engraçadas são as histórias que ela tinha para contar sobre erros e atos "sem noção" que ela havia feito. E, de repente, bateu um alívio que a vida fosse mesmo assim: começo, meio e fim.

Com um sorriso de alívio estampado na cara, ainda deu tempo de ficar em silêncio e tentar ouvir algum barulho na escada de metal que dá acesso à sala. O silêncio permaneceu, e ela apertou o play. E o vídeo tocou. ponto.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Entre estrelas e cometas

É que eu vejo tanta gente se apagando diante do seu companheiro(a) que isso acaba me incomodando. Não é que devesse, já que a vida não é minha. Mas não consigo ajudar este meu lado pedante de querer ver sempre as pessoas sorrindo, como nestes filmes americanos. O problema, é claro, é que são filmes, não vida real...

Mas daí, cada vez mais, olho em volta e as pessoas estão se apagando. Poderia facilmente comparar pessoas com estrelas, que oscilam de forma constante e eterna. Ora estão se relacionando, e se apagando. Ora estão solteiras, e se ascendem.

E não entendo qual é a parte da idéia difícil de entender quando pensamos que, por muitas vezes (se não sempre), o que nos conquista na outra pessoa é justamente o seu brilho, e não seu estado apagado. Nosso encanto nunca estará relacionado à capacidade de alguém de deixar seu amor-próprio de lado, não é?! Encherá - mesmo - nossos olhos ver uma pessoa alegre, saudável, auto-suficiente, que tenha energia própria!

Nesta semana, uma grande amiga comentou comigo que as mulheres (principalmente) têm de fato esta "mania" de se apagar diante de um relacionamento. Que pena. Em geral, o que vejo são as pessoas querendo voltar a brilhar depois de um tempo, e notando o quanto estão arrependidas do apagão.

Seria então o caso de sermos planetas, e não estrelas. Mas planetas não são poéticos, nem tampouco românticos, não é mesmo?! E, vai ver, o romantismo é importante - apesar de estar em baixa por estes dias. Que pena novamente. Não podemos ser estrelas porque apagaremos, mas nem planetas porque não chamaremos atenção o suficiente.

Vai ver, então, devemos parar de pensar tanto nisso tudo. E apenas viver, de acordo com os nossos sentimentos. Acender se dá vontade, apagar por estar no direito. A única coisa é que daí seremos cometas, que passam velozes para cá e para lá, mas nunca param exatamente num ponto. Ah... mas, vai ver, é a nova tendência da humanidade... cometas... ponto.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Enquanto isso, na sala da diretoria...

Já que ou chove ou venta frio nesta terra, resta-nos poucas opções de entretenimento por aquelas duas ou três horas que temos de intervalo entre uma atividade e outra (por exemplo, entre a saída da empresa e a entrada na aula de dança). Daí, magicamente apertamos um botão que nos dá acesso ao mundo todo. E pra onde vamos? Para as besteiras, lógico...

- Sou doador de sangue "assíduo", ou pelo menos tento ser. Afinal, nada mais justo do que dar um pouco do que eu tenho sobrando (em teoria), e que sei que pode ser aproveitado... Daí encontrei este mineiro, fazendo uma propaganda super positiva sobre o fato! Vale conferir...

- Recebi sugestivamente a imagem abaixo. Achei que valia a publicação.

E pela chuva de hoje, já está mais do que bom! Dias assim, pra trabalhar, são fantásticos... O difícil é convencer o corpo disso... Abraços, e ponto.