segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A dançarina

Talvez, quando meus olhos não mais encontrarem seu sorriso, eu possa voltar a ser normal. Mas enquanto seu corpo insistir em rodear-me, com pés incertos e mãos por cima, não hei de consegui-lo. Viro pobre diante das suas pernas, seu pescoço, seu quadril... do seu cabelo, ora preso, ora solto, ou flutuando ao seu redor e escondendo seu sorriso, que logo volta, re-aparece e paralisa meus sentidos. E fica um perfume... E não consigo; meus pés se trocam, se tocam, se perdem. Não tenho controle; meu corpo é só instinto, meu cérebro silencia. Não há nada ali em cima. Meu corpo não sabe o que fazer. E você ri, sorri, com seu jeito descompromissado, e se delicia com meu jeito, perdido, totalmente perdido, diante de ti... ponto.

domingo, 25 de outubro de 2009

Copos rebeldes - a saga continua

Já há algum tempo percebo uma rebeldia por parte da minha casa. Ao que parece, o simples fato de os meus pais terem viajado fez com que uma espécie de greve nascesse nos objetos "inanimados" (ou que pensamos ser inanimados) que dividem o teto comigo. E eu, é claro, estou mais e mais sofrendo as conseqüência do incidente.

É que houve um tempo em que as coisas simplesmente tendiam para o seu lugar. Tal qual as coisas sempre tendem para baixo (graças à gravidade), as louças - por exemplo - sempre tendiam para o armário. Era fato indiscutível e à prova de falhas: a louça suja de manhã estava limpa à noite!

Eu sei que já comentei sobre isto há poucos dias neste blog, mas a situação se agravou agora. Com a falta de copos, passamos a usar as xícaras. Mas as xícaras, agora, estão no final: há apenas duas limpas. E, ao que parece, mesmo estando distantes uns dos outros (enquanto os copos já estavam na pia, sujos, as xícaras continuavam limpas no armário), elas se comunicaram e juntaram-se numa espécie de movimento político: habitam agora o mesmo local, sujo, e não parece haver o que as convença de mudarem de opinião!

E olhe que eu já tentei de tudo. Mostrei a elas onde abria a torneira, onde estava o sabão, e inclusive joguei um pouco de água na louça para ver se ela reagia. Nada. Tentando outra abordagem, recorri ao YouTube e mostrei a elas o vídeo do ratinho tomando banho. Apesar de eu estar certo de que elas deram uma risadinha ao ver o vídeo, não se manifestaram. Continuam lá. De greve. Dança do copo limpo? Esqueçam, também não funcionou.

O problema é que, ao que parece, as louças escreveram algum manifesto. O lixo, que outrora habitava sacos e latas próprias para ele, agora está vivendo como um desabrigado em cima da pia. Pegou uma caixa de pizza e se cobriu, feito cobertor. E dali não sai, dali ninguém o tira. Ele clama que não há saco suficientemente grande para ele, e portanto ele ficará com a caixa de pizza - que inclusive o aquece do frio curitibano.

Começo já a ficar com medo. A roupa já não se limpa, as louças estão doidas e até o lixo está rebelde. Preciso achar logo quem está encabeçando esta revolta, antes que as roupas limpas comecem a esquecer seu lugar e aparecer espalhadas pelo canto da casa, ou - pior - antes que a comida comece a acabar dos armários! Pois tenho leve desconfiança que elas também não estão se reproduzindo... ponto ponto ponto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Enquanto isso, na sala da diretoria...

Hoje a diretoria chorou de rir. Não teve jeito, nem teve como disfarçar. O golpe foi baixo. O YouTube não perdoou.