Ganhei um bottom novo. Ele diz que eu sou apoiador do Projeto 7 e 8, um projeto social muito legal que leva a dança de salão para crianças de mais baixa renda. A idéia, segundo eles, é usar a dança como "ferramenta de inclusão social e geração de renda". E, é claro que todos nós sabemos: dança é arte, dança é música, é cultura, traz alegria, alegria inibe a violência, e no final todo mundo sai ganhando!
E alegre, afinal, foi o clima do espetáculo montado pelos integrantes do projeto para angariar fundos e continuar a ação. Um novo braço teatral do grupo, intitulado "ato 7 cena 8", abriu o teatro com uma peça de teatro. Logo depois, o samba soou pelas caixas do Regina Vogue e a batucada embalou os pés das crianças que, acompanhadas pelos monitores, animaram-se e de certo orgulharam seus pais dançando com toda a malandragem que lhes cabe. A companhia do meu professor de samba, a Cia. Juchocolate, também deu show ao som do Chico. Muito, muito legal...
Quem realmente me conhece sabe que, apesar das minhas tendências anti-sociais, estou sempre (que posso) apoiando projetos como esse. Neste caso, acho mesmo que a música pode melhorar a vida das pessoas, tal qual acho que os apoios voluntários, quaisquer que sejam contanto que feitos de bom grado, podem melhorar sua estadia aqui na Terra. E, afinal... que mal pode haver em melhorá-la, já que você ficará aqui por um bom tempo ainda?! Abraços, e ponto.
Que o fim está próximo, todo mundo sabe! Mas já que isso não podemos evitar, que tal combinarmos um pouco de saúde com um bocado de sorte e fazermos cada segundo realmente valer a pena?
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A dançarina
Talvez, quando meus olhos não mais encontrarem seu sorriso, eu possa voltar a ser normal. Mas enquanto seu corpo insistir em rodear-me, com pés incertos e mãos por cima, não hei de consegui-lo. Viro pobre diante das suas pernas, seu pescoço, seu quadril... do seu cabelo, ora preso, ora solto, ou flutuando ao seu redor e escondendo seu sorriso, que logo volta, re-aparece e paralisa meus sentidos. E fica um perfume... E não consigo; meus pés se trocam, se tocam, se perdem. Não tenho controle; meu corpo é só instinto, meu cérebro silencia. Não há nada ali em cima. Meu corpo não sabe o que fazer. E você ri, sorri, com seu jeito descompromissado, e se delicia com meu jeito, perdido, totalmente perdido, diante de ti... ponto.
domingo, 25 de outubro de 2009
Copos rebeldes - a saga continua
É que houve um tempo em que as coisas simplesmente tendiam para o seu lugar. Tal qual as coisas sempre tendem para baixo (graças à gravidade), as louças - por exemplo - sempre tendiam para o armário. Era fato indiscutível e à prova de falhas: a louça suja de manhã estava limpa à noite!
Eu sei que já comentei sobre isto há poucos dias neste blog, mas a situação se agravou agora. Com a falta de copos, passamos a usar as xícaras. Mas as xícaras, agora, estão no final: há apenas duas limpas. E, ao que parece, mesmo estando distantes uns dos outros (enquanto os copos já estavam na pia, sujos, as xícaras continuavam limpas no armário), elas se comunicaram e juntaram-se numa espécie de movimento político: habitam agora o mesmo local, sujo, e não parece haver o que as convença de mudarem de opinião!
E olhe que eu já tentei de tudo. Mostrei a elas onde abria a torneira, onde estava o sabão, e inclusive joguei um pouco de água na louça para ver se ela reagia. Nada. Tentando outra abordagem, recorri ao YouTube e mostrei a elas o vídeo do ratinho tomando banho. Apesar de eu estar certo de que elas deram uma risadinha ao ver o vídeo, não se manifestaram. Continuam lá. De greve. Dança do copo limpo? Esqueçam, também não funcionou.
O problema é que, ao que parece, as louças escreveram algum manifesto. O lixo, que outrora habitava sacos e latas próprias para ele, agora está vivendo como um desabrigado em cima da pia. Pegou uma caixa de pizza e se cobriu, feito cobertor. E dali não sai, dali ninguém o tira. Ele clama que não há saco suficientemente grande para ele, e portanto ele ficará com a caixa de pizza - que inclusive o aquece do frio curitibano.
Começo já a ficar com medo. A roupa já não se limpa, as louças estão doidas e até o lixo está rebelde. Preciso achar logo quem está encabeçando esta revolta, antes que as roupas limpas comecem a esquecer seu lugar e aparecer espalhadas pelo canto da casa, ou - pior - antes que a comida comece a acabar dos armários! Pois tenho leve desconfiança que elas também não estão se reproduzindo... ponto ponto ponto.
Assinar:
Postagens (Atom)
