domingo, 5 de julho de 2009

Hasta luego, meu querido celular!

Em épocas de iminência de uma pandemia, nada melhor do que visitar países cuja higiene sanitária não tem nada de caótica: afinal, ela nem existe! E foi com este espírito que, sexta-feira, dia 3, embarcamos - Claudio, Marcelo (dois colegas de corrida) e eu - no vôo da Gol com destino a Foz do Iguaçu. O ar nunca esteve tão... fresco!


O vôo foi rápido e tranqüilo, apesar das desconfianças por qualquer tosse que viesse a surgir nos nossos ouvidos, e uma hora depois desembarcávamos em Foz. O itnerário do fim de semana era simples - mas expressivo: sexta-feira, iríamos jantar na Argentina. Sábado, compras no Paraguai e, à noite, jantar de massas da prova. E, domingo, o nosso "principal objetivo": a 3a. Meia Maratona das Cataratas, uma prova muito legal cujo final é nada menos do que no Parque Nacional de Iguaçu. A expectativa era grande!

A convite do Aimar, que nos recebeu, hospedou e guiou em Foz, fomos para a Argentina comer um bom churrasco. O restaurante, cujo nome me falha à memória, tinha uma comida fantástica - mas escassa. Pedimos no total comida para 7 pessoas (somando os pratos), e em 4 saímos famintos. Como disse o Marcelo, "foi a primeira vez que saí de um restaurante com fome e ao mesmo tempo feliz". A comida era muito, muito boa!

O Duty Free Shop da Argentina é também muito legal. Não comprei nada lá, mas o ambiente é bacana e as coisas pareciam de fato originais. A passada rendeu a alguns de nós algumas roupas novas... Eu, que só tinha ido pra correr, mantive o objetivo e não comprei nada! hehe...

Ainda na Argentina, passamos num Casino. Depois de perder US$10 em menos de 3 minutos (caça níqueis são fantásticos! hehe), demos uma pequena volta por ali e voltamos ao Brasil. Essa, exatamente essa hora, foi a última na qual tenho memória de ter visto meu celular. Pois é... meu querido, alegre, contente e até bonito celular ficou para algum "hermano". Se roubaram ou se perdi, não sei. Mas não sou mais dono dele deste a última sexta-feira!

É claro que o "copo da viagem" continuou metade cheio, e no dia seguinte tocamos direto para o Paraguai. E, lá, foi a caótica alegria de sempre...

Andamos insanamente o dia inteiro naquele país gripado. E alguns fatos, de fato, nos assustaram - pois estávamos sem máscaras. Na loja da Chenson, por exemplo, todas as pessoas usavam máscaras. Motivo? Todas estavam gripadas! Bacana, muito bacana...

Como é impossível sair do Paraguai sem comprar nada, comprei coisas pequenas - como CDs graváveis, um novo barbeador, um relógio de camelô e este tipo de coisa. O Claudio comprou uma bicicleta nova, e o Marcelo comprou muitos, muitos eletrônicos.

Tudo devidamente no carro, voltamos ao Brasil ao final do dia - exaustos. As pernas haviam nos suportado por um dia todo, e ainda deveríamos correr no outro dia!! Estávamos todos preocupados, mas tudo bem... "tudo daria certo"!

No jantar de massas, a ausência de massas marcou nossa hora de permanência no local. Pouco depois, abortamos a missão de ir à festa que seguiria no sábado e fomos dormir.


E, aqui, o passeio do fim de semana tinha acabado. Quando o despertador tocasse novamente, começaria o assunto sério! E quê sério!! ponto ponto ponto.

Nota ridícula do autor: ao chegar em casa, no domingo, encontrei o desgraçado do celular na mala. Sim, na mala. Ele havia escorregado pra dentro da última camiseta - preta - que estava lá, e lá ficou escondido. Tenho certeza de que ele criou pernas e andou pra dentro do tecido, com medo que eu o usasse e gastasse muito! : -)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pilhado!!

A pilha começou a carregar! Difícil segurar os ânimos hoje... o plano é simples: 17h no aeroporto; 19h em Foz do Iguaçu; jantar na Argentina; amanhã, compras no Paraguai; domingo, 7h15, km 1 da meia maratona! Pilhado, pilhado, pilhado, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, ponto, p...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E agora, José? Reclamaremos de quê?

A casa caiu. Ou melhor (melhor mesmo!!!): o Sarney caiu. É o fim de uma era de mentiras e robalheiras. Oba! ... Pensando bem... O que isso muda realmente?! Será que agora as escolas melhoram, os hospitais terão mais recursos, ou o pedágio abaixa? E... se tudo isso acontecer, você realmente sentirá diferença?! A parcela da dívida que você assumiu pra ter um carro na altura do seu círculo de amizades, ela diminui agora? O pão ou a gasolina vão baixar de preço? Seu salário vai subir? Tenho dúvidas...

Talvez por minha posição, hoje, ou talvez por simples "vontade do alheio", por vezes sou questionado sobre minha opinião na política - seja ela direta, no melhor estilo de "você votou no Lula?", ou indireta, como a política de impostos adotada no Brasil. E a resposta é sempre a mesma: uma bela ombrada como quem não sabe de nada.

Em geral, isso causa um desconserto seguido de desconfiança por parte do "entrevistador". Afinal, é um absurdo um empresário estar alienado a tudo que está acontecendo no país, não?! Descobriram dólares na cueca de não sei quem, escadas secretas na sala de não sei onde, câncer curado na mulher que faz não lembro o quê, "e você continua aí mal e mal sabendo quem é o ministro da fazenda?"

Bom... a resposta é sim! E resolvi deixar registrado isso aqui, pra futura referência. Porque... olhe em volta! Que diferença faz?! Que diferença real faz ser revoltado contra o sistema? Entendo que a preocupação é importante, mas caso resolva viver a vida informado de todas as maracutais que nosso governo faz (para poder argumentar uma discussão), perderia então completamente o foco em relação à minha vida de verdade, aonde tenho uma empresa com pessoas trabalhando e interessadas em resolver problemas menores, como criar um sistema para que nossos clientes atendam melhor os seus clientes. E, aliás, tirar nosso foco é exatamente o que o nosso país parece querer...

Pode até ser revoltante para o leitor, mas eu não estou interessado no governo. Ao invés de reclamar do que ele faz - que, de fato, mereceria até um blog :-) -, fico com a opção de aprender o novo ritmo - e continuar dominando a música. É claro que eu leio notícias. Mas não fico perdendo meu tempo discutindo elas. Um comentário ou outro, legal. Um almoço inteiro?! Só se for pra dar risada...

É fácil, muito fácil, perder o foco hoje. E mais fácil ainda é reclamar do sistema. Seu chefe é semper algo menor do que ele poderia ser; sua empresa sempre tem algo que falta; seu tênis podia ser um pentelhésimo mais confortável; podia fazer sol se está chovendo; podia esfriar se está calor; podia fazer calor no inverno e frio no verão! E podíamos ter um senado honesto. Ou podíamos deixar que todo mundo reclame disso, e buscar formas de contornar nossos problemas, de forma que eles não nos atinjam. Ah, claro... para os reclamões, isso se chama fuga! Para mim, fogem da realidade os que só sabem reclamar! Mas às vezes me questiono... Será que estou certo?! Abraços ingênuos, e ponto.